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quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

O Trem do Pantanal


Isto me lembra a infância,a imagem de estar na plataforma em Campo Grande-MS é mais viva do que eu poderia imaginar,parece que foi ontem.
Uma destas passagens aconteceu no final do ano de 1985.
Eu tinha 11 anos de idade,nossa como o tempo passa.
Estava indo passar as férias na casa do meu avô Euclides do Nascimento,na cidade de Aquidauana.
Na época o trem era conhecido como o Trem da Morte,pelo trajeto que fazia até o Paraguai.
Acho que eu era muito precoce pois me lembro que na viagem me apaixonei perdidamente por uma paraguai de mais ou menos uns 14 anos,pois é era mais velha que eu.
Bons tempos de criança.
Este tempo de criança tomou forma após folhear uma revista e ver as fotos do novo Trem do Pantanal,que voltou a ativa em maio de 2009.
Eu quando criança subia em cima dessas maquinas de ferro que ficavam paradas na ferrovia Noroeste em Aquidauana,tudo para ver o time do Noroeste de Aquidauana jogar no estádio Noroeste contra adiverssários como o Comercial e o Operário de Campo Grande.
Quem já não ouviu os versos " enquanto este velho trem atravessa o pantanal" na voz de Almir Sater?
A viagem é simplesmente fantástica.

Muita natureza pra ver,muita história pra contar.
A linha foi inaugurada em 1914, chegando á Corumbá em 1953. Foi nos anos 60, 70 e 80 que a ferrovia viveu seu apogeu, chamada por alguns erroneamente como o "Trem da Morte", visto que o verdadeiro Trem da Morte era a extensão boliviana.
De 1995 á 2009, funcionou apenas como transporte cargueiro. Em 2006 a linha foi adquirida pela ALL, que a comprou do grupo americano Noel Group, até então administradora do trecho. Apesar d chamar-se "Trem do Pantanal" seu roteiro por enquanto é só Campo Grande - Aquidauana - Miranda. O trem tem capacidade total de 282 lugares.

Este serviço de trem de passageiros já funcionou fazendo os trechos São Paulo - Bauru, Bauru - Corumbá e Corumbá - Bolívia, conduzindo passageiros com a função de turismo ou de comércio de exportação. É considerada um dos meios de transportes menos impactantes do ponto de vista ambiental, pois se encontra totalmente construída há mais de meio século, e o eixo viário permite o acesso à Bolívia, Peru e Chile. Esta ferrovia permite a integração sócio-econômica ao bloco regional do Mercosul.
A construção da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil (a qual o Trem do Pantanal fez parte) motivou o crescimento do antigo Mato Grosso e do noroeste paulista nas primeiras décadas do século XX. O grande fluxo de pessoas e mercadorias facilitou o intercâmbio do Estado com outras regiões do Brasil, além de ajudar no desenvolvimento das localidades por onde a estrada passava. Com duas frentes de trabalho na construção da linha, uma em Bauru e outra em Pto Esperança, a Estrada de Ferro Noroeste contou com um grande número de trabalhadores, muitos dos quais acabaram estabelecendo raízes na região após a conclusão das obras.

Curiosidades da linha.
  • Esta composição da Noroeste do Brasil que saía de Bauru com destino a Corumbá se chama popularmente "Trem do Pantanal" porque três partes do percurso cortam o Pantanal: 14 quilômetros depois da cidade de Miranda, 45 quilômetros imediatamente antes do Rio Paraguai, e 19 depois. Um total de 78 quilômetros realmente de Pantanal, sendo que a linha toda tem uns 1000 km.
  • Uma pesquisa revelou que 98% da população do Estado de MS apóia o trem.
O novo Trem do Pantanal é composto por 8 vagões que correm pelos trilhos a 30 Km/h

 Vamos descrever a rota da atual composição:


A começar por Campo Grande:
É a única cidade brasileira que possui uma aldeia indígena urbana: são 135 ocas de alvenaria, residência de famílias da nação Terena, que trocaram as reservas pela vida na cidade.

O próximo destino do Trem é a cidade de Aquidauana: Aquidauana possui construções de valores histórico-culturais, como a Casa Primavera, além dos casarios que preservam um conjunto arquitetônico original. É a cidade pantaneira mais próxima da capital, a 136 km.  rio que dá nome à cidade oferece aos turistas safáris fotográficos e boas pescarias.

Em suas margens, formam-se bonitas praias, próprias para a prática de esportes aquáticos.

E a chegada é Miranda: Junto a outras grandes edificações, a estação ferroviária de Miranda, construída em 1912, é uma das mais antigas do Mato Grosso do Sul. A cidade tornou-se pólo turístico graças ao turismo histórico - cultural, urbano e rural associado ao ecoturismo -, além da cavalgada e pesca esportiva. Banhado pelos rios Miranda e Aquidauana, o município mantém características marcantes da vegetação da Serra da Bodoquena, em transição para o bioma Pantanal, o que torna a sua biodiversidade viva e esplendorosa. Com a segunda maior população indígena do Estado, Miranda recebe grande influência da etnia Terena, que contribui para o enriquecimento cultural e artístico da cidade, através de suas danças, costumes, artesanato e tradições.
Você deve ter em mente a recente inauguração da linha que contou com as presenças do então presidente Luiz Inácios Lula da Silva e do Presidente Paraguaio Fernando Lugo em maio de 2009.
A  volta do Trem do Pantanal foi um grande passo de resgate cultural para o estado do Mato Grosso do Sul.


Agradecimentos: Wikipédia/O Pantaneiro/mochilão/Overmundo  e todos os demais colaboradores e todos os que lutaram para que esta parte da história do Brasil fosse resgatada.

4 comentários:

Anônimo disse...

Gostei muito desta postagem,parabéns.
A nossa cultura de Mato grosso do Sul a muito esta esquecida.
O primeiro passo é buscar trazer de volta as nossas raizes.
Parabéns

Emanuel Cavalho on maio 07, 2011 disse...

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Aluguel de Temporada/Boissucanga/Litoral Norte. on fevereiro 13, 2012 disse...

Acho que vou fazer esse passeio mas preciso da certeza que é legal.

Osmar Jr on agosto 21, 2012 disse...

estive olhando no site da Serra Verde Express, com o intuito de fazer essa viajem, só que está custando R$ 150,00 a passagem de Campo Grande a Miranda, e no site consta apenas o pacote turístico, é uma pena que esta caro demais

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