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quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Você tem curiosidade de saber como se formam as pérolas?


As pérolas são produzidas através de um processo natural. Podem ser encontradas dentro de um molusco que dá pelo nome de ostra. Na verdade é um simples processo de protecção destes animais, ou seja, a forma de se proteger de corpos estranhos que entrem nestes moluscos, para que estes não ponham em risco a sua integridade. As ostras não são os únicos moluscos que podem produzir pérolas: mexilhões e amêijoas (espécies de mariscos) também produzem pérolas, mas esta é uma ocorrência muito mais rara.. É um mecanismo que é utilizado por quase qualquer bivalve. No entanto, apenas as ostras produzem pérolas com o brilho atrativo que faz delas uma peça de joalheria, além de que a maioria das pérolas produzidas por outros moluscos não têm a durabilidade das pérolas produzidas pelas ostras.
As pérolas utilizadas na joalheria são produzidas por duas espécies de ostras diferentes. Ostras de água salgada e ostras de água doce. Não pertencem à mesma família mas têm uma característica em comum. O seu interior é revestido por uma substância chamada nácar, ou como também é vulgarmente conhecido, madrepérola. É este material que constitui a maior parte da pérola. A título de curiosidade, as ostras comestíveis não produzem pérolas.

Como já foi mencionado antes, a ostra é um bivalve, ou seja o organismo encontra-se protegido por duas conchas, chamadas valvas, que são mantidas unidas por um ligamento. As valvas normalmente estão ligeiramente afastadas no ponto oposto ao do ligamento para permitir a entrada de alimentos na cavidade formada pelas valvas.
A ostra possui no seu interior um manto que cobre as valvas. Este manto é chamado nácar (ou madrepérola). À medida que a ostra aumenta de tamanho, também este manto acompanha o crescimento da ostra. Assim, este material tem de estar constantemente a ser produzido pela ostra, sendo criado a partir dos minerais contidos nos alimentos da ostra. Se uma substância estranha entrar dentro da ostra e se instalar entre a concha e o manto de nácar, isto irá criar uma irritação do manto. Como forma de proteção desta irritação, a ostra começa a cobrir este objeto estranho com nácar. Com o passar do tempo são sendo depositadas camadas sucessivas de nácar, o que acaba por ocasionar a formação de uma pérola.
Nem todas as pérolas se saem tão bem assim. Algumas pérolas possuem um formato irregular - estas são chamadas pérolas barrocas. As perolas, como você provavelmente já notou, possuem grande variedade de cores, incluindo branca, preta, cinza, vermelha, azul e verde. A maioria das pérolas podem ser encontradas por todo o mundo, mas as pérolas pretas são nativas do sul do Pacífico. 
As pérolas cultivadas são criadas pelo mesmo processo que as pérolas naturais, mas claro, com uma mãozinha dos criadores. Para criar uma pérola cultivada, o criador abre a concha da ostra e faz uma pequena fenda no tecido do manto. Pequenas irritações são então inseridas por baixo do manto. Em pérolas cultivadas em água doce, cortar o manto da ostra é o suficiente para induzir a secreção de madrepérola que produz uma pérola sem que para isso um corpo estranho tenha que ser inserido.
Apesar das pérolas cultivadas e naturais serem consideradas de igual qualidade, pérolas cultivadas tem geralmente um valor menor, já que não são tão raras.

As lindas pérolas negras são as mais raras pérolas encontradas na natureza. É fato que, para conseguir uma pérola negra você teria que abrir mais de dez mil ostras. 
A ostra de nome Pinctada Margaritifera, popularmente conhecida como ostra-dos-lábios-negros, é a fonte de pérolas negras. Para formar pérolas cultivadas, primeiro o cultivador precisa inserir um núcleo pré-fabricado, feito da concha de outro molusco, dentro da ostra. A ostra vai se irritar e cobrir o núcleo com nácar, mesma substância que ela usa para cobrir a parte interna da concha, resultando na pérola. Os cultivadores geralmente esperam de dois a três anos após a nucleação da pérola antes de colhê-las, durante este período a ostra criará várias camadas de nácar envolta da pérola. Após remover a pérola, o cultivador pode colocar as ostras-dos-lábios-negros novamente na água para que ela se recupere antes da nova nucleação ser feita.

A ostra que cria a pérola negra tende a ser mais delicada que as outras ostras. É difícil levá-las a maturidade e apenas 30% das ostras irritadas irão produzir a pérola. Além disso, essas ostras morrem facilmente e não podem viver em ambientes poluídos, somente as águas mais puras servem para o cultivo da ostra Pinctada Margaritifera.
No início dos anos 60, as primeiras pérolas negras cultivadas era colhidas na Polinésia Francesa e logo as pérolas começaram a ser cultivadas em várias ilhas Polinésias. Hoje, as pérolas são o produto mais exportado na Polinésia Francesa, sendo vital para economia da área.

Existe uma crença popular de que todas as pérolas negras são pérolas taitianas, mas isso não é verdade. Enquanto é verdade que a maioria destas pérolas são vindas do Taiti, as pérolas Pinctada Margaritifera são encontradas em outras áreas do Pacífico bem como na Polinésia Francesa, Ilhas Cook, Japão, Samoa, Filipinas, Tonga, Golfo da California e Panamá. Apenas as pérolas vindas da Polinésia Francesa deveriam ser chamadas de pérolas taitianas, embora muitos erram ao dizer que todas as pérolas negras são taitianas.

Fonte:www.diario-da-tereza.com.br/How stuff Works

4 comentários:

Anônimo disse...

nao tenho palavras para traduzir o que estou sentindo depois de ter aprendido mais esta liçao nunca imaginei que assim fosse obrigada meu deus.;/

CAMILA MONTEIRO on junho 09, 2013 disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
CAMILA MONTEIRO on junho 09, 2013 disse...

ADOREI A HISTORIA INDETIFIQUEI COM A PEROLA NEGRA PARA CRESERMOS SOFREMOS E DEPOIS DE TUDO VIRAMOS UMA PEROLA NEGRA RARA EU TE AMO DEUS DEMASIADO !!!

Unknown on julho 02, 2013 disse...

Só vim aqui porque Daniel M. contou algo assim. E de fato é verdade, diferente a FALSA estória da águia (contada por muitos), que se isola, arranca as penas e o bico, puxa, vida... arrancar o bico...
Valeu Daniel M.

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