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domingo, 1 de agosto de 2010

Operação Jaguar....Parabéns as Policias envolvidas nesta caçada aos caçadores.




O biólogo e taxidermista Fernando Chiavenato, acusado de integrar a quadrilha que promovia safáris ilegais no Pantanal, se apresentou à delegacia da Polícia Federal de Curitiba esta semana e está detido na carceragem da delegacia.
O biólogo tinha um mandado de prisão em aberto, desde o dia 21 de julho, e estava foragido. Chiavenato empalha os animais caçados e em seu site, dizia estar há dez anos em atividade.
De acordo com a PF do Paraná, em sua casa foram encontrados diversos animais empalhados, mas nenhuma onça. Ele deve ser transferido para a delegacia de Corumbá, onde teve origem a investigação, para responder pelos crimes.

Depois de convencer até os dirigentes do Ibama (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Renováveis) sobre sua conversão de inimigo para amigo das onças, Antônio Teodoro Melo Neto, de 71 anos, o "Tonho da Onça", foi identificado como coordenador de verdadeiros safáris contra a espécie, realizados no Pantanal e no Parque Iguaçu (PR).
A identificação foi feita na Delegacia da Polícia Federal (PF) de Corumbá, onde um grupo de 15 pessoas foi preso. Sete delas foram surpreendidas quando estavam prontas para mais uma caçada. Um dos presos é o filho de Tonho da Onça, Marco Antônio Moraes de Melo. Tonho conseguiu fugir.
A prisão aconteceu durante a madrugada de hoje, depois de 2 anos de investigações. Em 1990, quando já havia computado 600 mortes do gênero, Tonho da Onça jurou ter deixado a vida de caçador e começou a trabalhar com os fiscais do Ibama, ajudando na localização e dominação dos felinos para fixação de aparelhos que permitem o monitoramento, facilitando a preservação dos animais.
O organizador dos safáris é Eliseu Augusto Sicoli, segundo a PF, esclarecendo que ele é cirurgião dentista e professor titular da Universidade Estadual do Oeste do Paraná. Ele teria contratado Tonho da Onça para coordenar as caçadas. "Ele (Eliseu) disse que o arsenal dele é maior do que o da delegacia onde ele está", disse o delegado da PF em Corumbá, Paulo Machado Nomoto. Cada participante do safári pagava US$ 1.500,00 por dia de caçadas.
Em 2008, o Ibama constatou o desaparecimento de machos e fêmeas monitoradas, e abriu sindicância para apurar o caso. O resultado final foi o desencadeamento da Operação Jaguar, composta por agentes da Polícia Federal e do Ibama, que durante a noite de ontem cercaram o local onde os caçadores estavam reunidos, prontos para o safári, em Sinop (MT). Marco Antônio Melo e seis turistas argentinos foram presos. A PF também apreendeu munições, armas e vários cães de caça. 
As investigações da Polícia Federal sobre o esquema de caçadas ilegais de animais de grande porte no Pantanal, deflagrado na terça-feira no Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Paraná, apontaram que turistas pagavam US$ 1,5 mil por expedição de caça, os chamados safáris.
O chefe do esquema seria o cirurgião dentista e professor da Universidade Estadual do Oeste do Paraná, Eliseu Augusto Sicoli, uma das oito pessoas presas em flagrante na terça-feira pela Polícia Federal durante a operação Jaguar, contra uma organização que caçava onças em fazendas do Pantanal nos três Estados.

O dentista, que mora em Cascavel (PR), foi preso em Sinop (MT) com cinco caçadores, sendo quatro argentinos e um paraguaio. Ainda na cidade mato-grossense, a PF prendeu um cabo da Polícia Militar. Dos sete mandados de prisão contra os integrantes do bando, a polícia cumpriu quatro até por volta das 17h45. No total, são 10 pessoas presas.
Quando detido, o dentista carregava consigo um arsenal de armas e teria dito aos policiais que ele tinha mais armas do que na delegacia daquela cidade.
A PF não soube estimar quantas onças teriam sido abatidas pela quadrilha nem o volume de dinheiro arrecadado, mas Sicoli, em depoimento aos investigadores, disse que, somente no ano passado, ele teria chefiado expedições que resultaram na matança de 28 felinos, entre eles onças pintadas e pardas.
Os alvos, independentes das circunstâncias em que forem presos, serão indiciados nos crimes previstos na Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9605/98) –  Perseguir, caçar ou matar animais da fauna silvestre sem permissão – Pena de seis meses a um ano e ainda por porte ilegal de arma de fogo, cuja pena prevista é de até quatro anos de reclusão e mais o artigo 288 do Código Penal (Formação de Quadrilha ou Bando – Pena de um a três anos de reclusão.
Foragido
Um dos foragidos é Tonho da Onça, um chacareiro que mora em Rondonópolis (MT) e é considerado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama) um dos mais conhecidos caçadores de felinos do Brasil. Há alguns anos, informou a PF, ele trabalhava para fazendeiros que contratava para "espantar" os bichos dos rebanhos bovinos.
De dois anos para cá, Tonho, segundo a PF, teria se aliado a ONGs protetoras de animais e também colaborado com o programa Pró-Carnívoros, coordenado pelo Ibama. Mas, há cerca de um ano, os técnicos do órgão deram conta do sumiço de duas onças que monitoravam no Pantanal sul mato-grossense e depois descobriram que o caçador teria dado um fim nelas, o que deu início à Operação Jaguar.
Marco Antonio Moraes de Melo, filho de Tonho, foi preso como integrante da quadrilha. Um açougueiro e um chacareiro foram presos em Miranda (MS).
A PF informou ainda que os fazendeiros que permitiam o safári também serão indiciados por crime ambiental. Já os membros da quadrilha, devem ser indiciados também por porte de arma. Se somados, os crimes podem resultar em pena de sete anos de prisão.
As prisões fazem parte da Operação Jaguar, que tem o objetivo de desmantelar uma organização criminosa com atuação nos Estados de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Paraná, cuja principal atividade consiste no abate clandestino de animais de grande porte, principalmente onças-pintadas, pardas e pretas, no Pantanal e em outras regiões do País.

De acordo com a PF, os agentes também cumpriram 14 mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal de Corumbá (MS). Os oito suspeitos presos em flagrante em Sinop portavam grande número de armas e munições de diversos calibres. As investigações tiveram início no ano passado após relatos do encontro de carcaças de onças em algumas fazendas na região pantaneira e do sumiço de felinos que estavam em monitoramento pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).No Mato Grosso do Sul na região de Miranda, foram quatro mandados de busca e mais dois mandados de prisão e em Bodquena, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão pela PF com apoio da Polícia Civil.

A PF, então, encontrou pessoas transportando em caminhonetes cães típicos para caça de grande felinos. Elas estavam acompanhadas do filho do "Caçador de Onça" - o mais famoso caçador de desses felinos no Brasil -, que se diz regenerado da fama e convertido ao trabalho pela preservação da espécie. As investigações apontaram que o conhecido caçador e seu filho aproveitavam a captura de onças para encoleirar os bichos para o programa Pró-Carnívoros, desenvolvido pelo Ibama, para acobertar a caça clandestina e predatória.
De acordo com a polícia, os caçadores chegam ao Pantanal por meio de aviões particulares, que pousam em fazendas da região equipados com modernas armas de caça. Nas fazendas utilizam os cães, normalmente cedidos por caçadores da região ou por fazendeiros que têm interesse em proteger o gado. Depois de tirar fotos dos animais abatidos, os caçadores destroem as carcaças. Há evidências que alguns "troféus" são levados até para o exterior, uma vez que a PF descobriu a frequente participação de um morador de Curitiba (PR) com conhecimento em taxidermia - arte de empalhar animais.
'Safári'

Ainda segundo a corporação, normalmente as caçadas são organizadas por um profissional que mora em Cascavel, também no Paraná. Pelos chamados "safáris", os clientes pagavam por animal abatido e, por um valor maior, tinham direito a pele, cabeça ou a todo o animal, que era empalhado em Curitiba. Os agentes não descartam a possibilidade do grupo participar de safáris na África, trazendo para o Brasil peles e partes de animais, inclusive marfim - cuja comercialização é proibida internacionalmente -, caçados na África.
Os suspeitos serão indiciados com base na Lei de Crimes Ambientais, como perseguir, caçar ou matar animais da fauna silvestre sem permissão, cuja pena varia entre seis meses e um ano; por porte ilegal de arma de fogo, cuja pena prevista é de até 4 anos de reclusão; e formação de quadrilha, com pena entre um e três anos.
Membros de uma ONG notaram que duas onças monitoradas haviam sumido e notificaram a PMA (Polícia Militar Ambiental), que fez as primeiras anotações do caso. Após, o Ministério Público Federal recebeu denúncia e notificou a PF. Foram identificados sete membros da quadrilha.
O Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) multou oito dos dez presos em flagrante na Operação Jaguar. Eles foram multados pela instituição pela prática de caça ilegal de animais silvestres ameaçados de extinção.

As multas, que somam R$ 55 mil reais foram lavradas por Gilberto Alves da Costa, chefe do escritório regional do Ibama de Corumbá e Ademir Ribeiro, da fiscalização do Ibama que participaram diretamente das operações que resultaram na prisão da quadrilha.

Três presos, incluindo o chefe da quadrilha Eliseu Augusto Sicoli, responsáveis pela organização dos safáris foram multados em R$ 10 mil reais cada um e os 5 estrangeiros, quatro argentinos e um paraguaio foram multados em R$ 5 mil reais cada.

Segundo Gilberto Alves, as multas dizem respeito apenas aos presos pegos em flagrante , em fazenda no município de Sinop (MT). Outras multas e penalidades administrativas poderão ser impostas pelo Ibama à quadrilha, no desenrolar das investigações e de novas prisões que já estão com mandados expedidos, dentre elas a do “Tonho da Onça” que está foragido e é considerado um dos maiores caçadores de onças do país.

Gilberto explica que as multas foram aplicadas com base nos materiais encontrados com a quadrilha no ato do flagrante. E foram em dobro para os organizadores dos safáris por se tratar de matança de animais ameaçados de extinção como é o caso da onça pintada.
O inquérito da Operação Jaguar deve ficar pronto na segunda-feira, de acordo com o delegado da Polícia Federal de Corumbá, Alexandre do Nascimento. 
Fonte: Jornal dia dia/Gazeta do povo/tribuna animal/Campo Grande News

11 comentários:

Anônimo disse...

Absurdo! A caça é um esporte e existe uma super população de onças pintadas no pantanal. A PF deveria se preocupar mais em prender verdadeiros criminosos e não pessoas de bem que apenas tem como esporte a caça, legalizada na maioria dos paises. As onças vem atacando a poulação e rescentemente matou um jovem de 22 anos. Queira ver se fosse o filho do delegado...

O Reino dos bichos on agosto 02, 2010 disse...

Se um ser humano fosse colocado em uma area aberta para ser caçado por outros diversos predadores,seria esporte?

C C Maia on agosto 02, 2010 disse...

Sinceramente, me faz mal ler este tipo de coisa, mas devo para poder me manifestar. Biólogo, dentista? Carniceiros, isso sim. Sinceramente, acho que quem mata animais por prazer, um dia pode fazer o mesmo com gente. É o lixo da sociedade. Eu espero que peguem todos eles e que haja seriedade nessas ações. Cana para a turma do mal.

Cecília on agosto 02, 2010 disse...

Matheus,eu não sei como podem chamar de "Esporte",o sacrifício de espécies animais pelo mero prazer.É uma verdadeira vergonha esse safári.
Bjos

joshua disse...

O ser humano vive a ser caçado por muitos e muitos predadores ao ar livre todos os dias; é só ver o noticiário do dia. Parem com o falso moralismo, gente!

Massoterapeuta no rio de janeiro on agosto 03, 2010 disse...

Concordo com o título .
Um verdadeiro massacre e covardia !
Parabéns para o trabalho da polícia.
abs
Francisco

Alisson on agosto 03, 2010 disse...

Esse anônimo tá de brincadeira, né. Só pode ser zoação.
Vagabundo ainda apoia isso? E porque não se identifica?

Marcelo Rocha disse...

caça é esporte mesmo! Eu mesmo adoraria caçar bossais como o "anonimo"! comentário bossal desse analfabeto...conhece pouco de biodiversidade!

BLOG DO PROFEX on setembro 05, 2010 disse...

Matheus, parabéns pelo contraponto. Enquanto tem gente que não acordou para a diversidade e ainda não acordaram para a realidade de que todos somos um, você faz a sua parte. Estou seguindo seu blog.

Alexandre de Lima disse...

Lendo o último comentário (do indivíduo que não se identificou), fico espantado como existem pessoas hipócritas e burras no Brasil. O ignorante e irresponsável tece comentários totalmente errôneos e imprecisos a respeito da fauna brasileira, pois as onças pintadas e pardas são seres vivos ameaçados de extinção. Irresponsáveis e covardes são os que defendem uma causa sem ao menos ter conhecimento do que acontece a sua volta. Parabéns a Polícia Federal por fazer cumprir a lei. Vou enviar o caso do assassino Sicoli para diversos orgãos internacionais visando aumentar a pressão s/ todos os tipos de criminosos dessa natureza.

Lucas on março 10, 2013 disse...

"Anônimo", não se iluda, a onça está seriamente ameaçada de extinção no Paraná, e na minha opiniao sem volta, pq a mata atlantica está detonada pelo desmatamento. Se vc destroi o habitat do animal, já era. Se uma onça ataca um cavalo, uma vaca, pra se alimentar, é porque ela não têm mais nada pra comer em seu ambiente natural. Nós invadimos e detonamos a casa dela, e depois quando ela ataca a população porque nao tem mais pra onde ir, nós somos as vitimas? Nós somos os vilões, cara! Acorda!

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